O que é preciso para aprender um novo idioma?

Para aprender um novo idioma é preciso ir além do ensino formal e institucionalizado da língua. Humildade, paciência, persistência e constância. Seja como um criança. Aprenda o básico e um passo de cada vez.

O que é preciso para aprender um novo idioma?

Para aprender um novo idioma é preciso ir além do ensino formal e institucionalizado da língua. Alguns outros fatores precisam ser levados em consideração. E um dos principais fatores é que você terá que se abrir e se dispor a aprender sobre uma cultura diferente, pois a cultura de um povo se reflete em sua língua. E isso é tão essencial quanto aprender o vocabulário ou a gramática desse novo idioma.

Por exemplo, você pode aumentar seu conhecimento sobre a cultura das pessoas que falam a língua que você quer aprender? Descubra em quais países essa língua é falada. Quais são as características e os costumes mais marcantes das pessoas desses países como etnia, culinária, arte, música, esporte, política, economia ou religião? Que tipo de atividades as pessoas falantes desse idioma mais se envolvem? Quais as principais instituições de ensino ou os livros mais relevantes nessa língua? Como é a região onde vivem, como a fauna, a flora e o clima predominante? Quais os principais feriados e comemorações desses lugares? Quem são as pessoas mais famosas ou influentes falantes dessa língua, tal como escritores, cantores, atores, políticos ou outras celebridades? Quais são as obras-primas e as principais contribuições dessa cultura à humanidade?

"Ai meu Deus! Além de tudo que envolve aprender um novo idioma, o que já acho suficientemente difícil, ainda tenho que aprender tudo sobre uma cultura estrangeira? Isso é realmente necessário?" Claro que não!  Você não precisa ser necessariamente um autêntico xenófilo para aprender um novo idioma, muitas vezes você nem sabe tudo sobre a cultura do seu próprio país. Independentemente, porém do seu grau de patriotismo ou xenofilia, a verdade é que, não há como aprender uma coisa sem aprender a outra porque a língua está intrinsecamente ligada à cultura de quem a usa. Além do mais, a cultura de um país influencia substancialmente o modo de pensar e consequentemente de se comunicar de seus cidadãos.

Por isso, quanto mais conhecimento você absorver sobre a cultura de um povo, mais fácil será aprender e entender o seu idioma também. E, assim o seu cérebro criará mais facilmente conexões entre os neurônios, através das sinapses, que na verdade são, a grosso modo, as conexões ou as pontes que ligam uma informação à outra, o que por fim, ajudará tudo a fazer mais sentido em sua cabeça. Em outras palavras, você vai conseguir mais rápido e facilmente ligar o ponto A ao ponto B, sem ficar “boiando”. Você terá uma visão mais ampla e completa do quadro geral. É claro que isso só será possível se existirem informações disponíveis a serem conectadas.

Além disso, a cultura assimilada vai servir de base, de contexto ou de pano de fundo para que o aprendizado do idioma se torne o mais rico e interessante possível. Imagine como seria sem graça assistir a um filme sem trilha sonora, fotografia ou figurino, não é mesmo?

Por mais que tenhamos pressa, não é humanamente possível assimilar uma cultura e seu idioma de uma só vez. Afinal, você não é uma máquina. Numa rodovia há vários carros, mas nem todos estão na mesma pista e velocidade, apesar de estarem indo no mesmo sentido. O que quero dizer é que cada pessoa tem o seu próprio ritmo, então evite comparações com os outros alunos para não desanimar. As pessoas não são iguais, tem recursos, circunstâncias e capacidades diferentes umas e das outras, o que faz com que alguns indivíduos aprendam mais devagar do que outros. Portanto, comece devagar, acelere um pouquinho e depois diminua. Faça isso quantas vezes achar necessário, no intuito de encontrar o ritmo mais adequado à sua própria situação. Não seja negligente ou preguiçoso demais, porém não tente ser mais apressado do que todos os outros, como se isso fosse uma competição. Isso poderia se tornar muito ruim e frustrante. Não seja radical, ao contrário, seja equilibrado e tenha bom senso, sem forçar a barra.

Crie o hábito de ler mais, e na medida do possível, tente conversar sobre esses assuntos com os amigos e os familiares e com as pessoas mais educadas e cultas, como professores e outras pessoas mais experientes e viajadas do que você, das quais pode absorver alguma informação. Seja observador, pergunte, discuta e principalmente seja um bom ouvinte. Não tenha vergonha de fazer perguntas básicas, mas fundamentais para conseguir lançar um bom alicerce para um conhecimento sólido e confiável. Leia, releia, e pergunte outra vez até entender antes de avançar para o próximo passo.

Seja como uma criança: Perca a vergonha de falar e perguntar.

De todos os conselhos que eu posso dar, esse é, de longe, o melhor que tenho a oferecer: VOLTE A SER UMA CRIANÇA. Para uma criança tudo é interessante, ela quer saber tudo, como uma esponjinha curiosa, parece que só sabe perguntar: "Porquê...?". Ela é uma folha em branco. Para uma criança tudo é novidade, tem entusiasmo e energia perenes, acorda e dorme brincando. Mas olha só a técnica dela: ouve, observa e repete, imitando os adultos na fala e também nos gestos. Muitas vezes, não consegue pronunciar perfeitamente cada palavra, mas isso não a impede de continuar a falar, mesmo que seja corrigida repetidamente. Ela não é orgulhosa, não se acha mais inteligente do que os outros, não tem medo de pagar mico, aliás nem sabe o que é isso. Ao contrário dum adulto, a criança é genuinamente humilde e faz perguntas simples e bobas sem receio do que os outros vão pensar dela. É cândida, não tem malícia e fala com o coração nas mãos e por isso mesmo progride muito mais rápido do que qualquer adulto.

Uma criança lê histórias da carochinha e não Hamlet. Uma criança aprende primeiro a falar mamãe, papai, e a pedir água e comida antes de saber conjugar um verbo ou discutir filosofia. Ela bebe muito leite antes de começar a comer alimento sólido, afinal precisa esperar os dentes crescerem e mais tarde troca os dentes de leite. Portanto, aprenda primeiro a engatinhar antes de querer correr. Faça o que uma criança faz, aprenda gradativamente. Não há atalhos. Não existe uma pílula que te dê a capacidade de falar um idioma da noite para o dia, como aconteceu em Jerusalém, no ano de 33 E.C. (era comum), nos dias dos Apóstolos de Jesus Cristo, com o derramamento do Espírito Santo. Afinal de contas, os milagres cessaram desde a morte do último Apóstolo João, na ilha grega de Patmos.

Na vida real é preciso ter muita humildade, paciência, persistência, constância, observação e repetição. Portanto, ouça canções, assista a filmes e séries e pratique também o idioma com outras pessoas sempre que surgir uma oportunidade, não se acanhe. E, lembre-se, quanto mais você pratica uma atividade, mais fácil ela se torna porque a repetição é a mãe da retenção.

A humildade é necessária para que você consiga lidar bem com a correção. Deixe as pessoas te corrigirem. Aliás, peça que elas façam isso. Uma vez eu caminhava numa calçada, acompanhado de uma americana enquanto o sol estava a pino. Estávamos conversando em inglês e eu sugeri que atravessássemos a rua para a calçada do outro lado onde havia sombra. No entanto, em vez de usar a palavra “shade” para sombra, usei a palavra “shadow” que também significa sombra, porém menos apropriada para o contexto em questão. Na mesma hora, ela me interrompeu e me corrigiu. Depois disso, nunca mais me esqueci da lição, “shadow” é sim sombra, pode ser um vulto, uma pessoa que está na sua cola ou a sua própria sombra. Por outro lado, "shade” traz o sentido de proteção, esconderijo. E essa diferença sutil só pude aprender porque não tive vergonha de querer conversar com ela em seu próprio idioma e também porque ela não hesitou em me corrigir. Meses mais tarde, em outra ocasião, ela quis saber como eu tinha aprendido tão bem o inglês porque gostaria de deixar um legado para os familiares dela, que moravam no Brasil, que também soubessem o inglês tão bem assim. Claro que fiquei lisonjeado pelo elogio, ainda mais vindo de uma falante nativa do inglês.

Não desanime apesar dos erros, mas aprenda com eles

Moral da história: aprenda dos seus erros e aprimore-se. O que é melhor errar mas, saber dar a volta por cima ou nunca ter aprendido a andar por medo de cair? Quando alguém tropeça e cai na rua o que ela faz? Fica ali estatelada no chão ou se levanta o mais rapidamente possível, sacode a poeira e vai embora andando novamente, porém mais alerta agora com os percalços da rua? Portanto, não desista, se fosse assim tão fácil aprender um novo idioma, todo mundo seria poliglota. Que mérito haveria em falar outro idioma? Você certamente levará muitos tombos durante a sua jornada, porém cada vez menos, como acontece com alguém que está aprendendo a andar de bicicleta e caí, porém, não desiste e por fim acaba aprendendo. Como andar de bicicleta ou dirigir um automóvel, também acontece o mesmo ao falar um outro idioma. Em princípio é bem difícil mesmo, você se sente totalmente fora da sua zona de conforto, como um peixe fora d’água, mas com o tempo e a prática o seu cérebro acaba ligando o automático.

Seja paciente, constante e equilibrado para encontrar o seu próprio seu ritmo.

Você certamente cometerá muitos erros ao aprender um novo idioma, alguns até absurdos, mas bola pra frente, não se leve tão à sério assim. Use a oportunidade para rir de si mesmo ou levar na esportiva. Como visto, os erros são marcos mais difíceis de esquecer e, por isso, resultam em lições importantes sendo aprendidas ou pelo menos rendem boas histórias a serem contadas.

Outra coisa muito importante, não existe "eu já sei tudo, não preciso aprender mais nada". O aprendizado de uma língua não expira, ou melhor, somos eternos aprendizes. Se Luiz Camões voltasse dos mortos precisaria voltar também para a escola porque o português de hoje evoluiu através dos séculos e provavelmente ele não o reconheceria mais como sendo a sua língua.

É impossível saber tudo a respeito dum idioma porque a língua é rica, viva e está em constante transformação e, neste mundo globalizado, isso não é exclusividade da língua portuguesa. E o que podemos fazer é nos esforçar para acompanhar, seja o português ou qualquer outra língua moderna, como o inglês.

Espero sinceramente que as minhas sugestões, comentários e experiência compartilhados neste artigo sobre o aprendizado de um novo idioma se mostrem úteis ao tentar encorajá-lo a começar ou a prosseguir  em seus esforços de aprender um novo idioma. Se você gostou dessa postagem, por favor, curta o artigo por dar um “like” ou o compartilhe em sua rede social com os amigos e os seus seguidores. Assim, você também poderá me incentivar a continuar escrevendo e a compartilhar novos artigos sobre o tema.

Inclusive, aproveito o ensejo para dizer que através do site (http://www.dicasingles.com.br) tento ajudar as pessoas interessadas nesse processo desafiador, porém muito recompensador de aprender um novo idioma por trazer à tona as principais expressões idiomáticas e informais do idioma inglês com exemplos práticos, com a tradução para o português e com a pronúncia em áudio no inglês. Aproveite cada artigo publicado diariamente, se o inglês for a língua alvo que você pretende aprender ou aprimorar, e sinta-se à vontade para deixar o seu comentário.

Recapitule os pontos principais do artigo: "O que é preciso para aprender um novo idioma?"

  1. Aprenda o quanto puder sobre a cultura de quem fala o idioma alvo.
  2. Leia mais e converse com outros sobre o idioma e a cultura correspondente.
  3. Seja como uma criança: Perca a vergonha de falar e perguntar.
  4. Seja humilhe, aceite e até peça por correção.
  5. Comece pelo básico antes avançar para o próximo passo.
  6. Não desanime apesar dos erros, mas aprenda com eles.
  7. Seja paciente, constante e equilibrado para encontrar o seu próprio seu ritmo.
  8. Pratique - a repetição é a mãe da retenção.
  9. Não desista, seja persistente - vai ficar cada vez mais fácil.
  10. Evite comparações e seja diligente.
  11. Não se acomode, seja um eterno aprendiz.

[noex]

LUMP: Qual é o significado em inglês?

Caroço | Inchaço | Boião (Pessoa tapada)

"Lump" pode significar como substantivo pedaço, bloco; torrão; inchaço, caroço, protuberância; bobo, estúpido, pessoa corpulenta, preguiçosa e tapada (boião). Como verbo "to lump" significa agregar, juntar, agrupar; consolidar; cristalizar-se, consolidar-se, embolar, empelotar; movimentar-se pesadamente.

"Boião" no dicionário Aurélio significa vaso bojudo de barro, vidro, etc., de boca larga, usado para guardar doces, conservas, etc. Fogão para defumar a borracha. Porém, refiro-me à segunda definição da palavra "boião": diz-se de, ou indivíduo fraco, sem resistência.

What does mean "lump"? "Lump" is a noun and a verb too. The definition or meaning is "swelling, bump, bulge, protuberance, protrusion, growth, outgrowth, nodule, hump". Another meaning or synonym as verb would be "mass together, gather; form into a lump or lumps; move heavily, move in an awkward and clumsy manner".

    Lump: Um pedaço de qualquer substância sólida, sem forma específica

    A lump of coal / Um pedaço de carvão.

    A lump of sugar / Um torrão de açúcar.

  1. She doesn't want lumps in the sauce / Ela não quer pelotas no molho.
  2. There were lumps of mud all over the carpet / Havia torrões de lama por todo o carpete.
  3. My custard always has lumps in it / Meu pudim sempre fica empelotado.
  4. Lump (BrE): Uma grande quantidade separada.
  5. I'll be getting the insurance money in two lumps / Receberei o dinheiro do seguro em duas parcelas.
  6. Lump: Um inchaço duro encontrado no corpo, especialmente por causa de doença ou lesão.
  7. She found a lump in her breast / Ela encontrou um caroço no seio.
  8. He was unhurt apart from a lump on his head / Ele estava ileso exceto por um galo na cabeça.
  9. Lump: Uma pessoa corpulenta, desajeitada e tapada (boião).
  10. Come on, you great lump - get up from that sofa and do some work! / Vamos lá, seu boião, levanta desse sofá e vai trabalhar!
  11. He's a big fat lump / Ele é não passa de um boião gordo.
  12. Lump it: Aceitar ou tolerar situações ou decisões desagradáveis quer goste quer não.
  13. The decision has been made, so if John doesn't like it, he can lump it / A decisão foi tomada, portanto se o João não gostou, vai ter que engolir assim mesmo.
  14. You can like it or lump it but I've got to work / Quer você goste quer não eu tenho que trabalhar.
  15. To take (or get) one's lumps (AmE): Aceitar ou tolerar as coisas ruins que acontecem sem reclamar, pagar o pato.
  16. We made mistakes but we took our lumps / Cometemos erros, mas aceitamos as consequências sem reclamar.
  17. John decided to lie doggo and let Paul take his lumps / O João decidiu ficar na moita e deixou o Paulo pagar o pato.

O que significa "a lump in one's throat" em inglês?

    "A lump in one's throat" significa um nó na garganta em inglês. Ou seja, uma constrição da garganta causada pela emoção.

  • He felt a lump in his throat / Ele sentiu um nó na garganta.
  • There was a lump in her throat as she gazed down at her uncle's gaunt features / Ela sentiu um nó na garganta ao olhar para baixo e ver a aparência acabada de seu tio.

Qual é o significado da expressão "on the lump (BrE)" em inglês?

    "On the lump (BrE)" é uma expressão informal do inglês britânico que significa estar trabalhando por conta própria e pago sem dedução de impostos, especialmente no setor da construção civil.

  • "Working?" "Only on the lump, here and there" / "Trabalhando?" "Só fazendo bico, aqui e ali".
  • Work that was previously learned through generations has now been replaced with lump labour and this lies at the heart of the safety question / O trabalho que era antes aprendido através das gerações já foi substituído pela mão-de-obra informal e isso é o cerne da questão de segurança.

  • Portanto, "the lump" e "lump labour" significam "bico" ou trabalho informal (casual work) no Reino Unido.

Quais são os sinais de que você é fluente em inglês?

Como é que você sabe que já está fluente em inglês? Aí vão alguns indícios ou sinais que podem te ajudar a saber se você está se tornando fluente em inglês: É sempre complicado entrar no mérito do que

Quais são os sinais de que você é fluente em inglês?

É sempre complicado entrar no mérito do que venha a ser fluência em um idioma, porque não há unanimidade sobre isso e, às vezes, cada pessoa tem o seu próprio ponto de vista sobre o que significa ser fluente. Há quem ache que ser fluente é saber o significado de todas as palavras do dicionário ou conseguir comunicar-se perfeitamente 100% por cento das vezes sem cometer nenhuma gafe. Mas esse é um conceito equivocado e extremo. Acontece que se esse realmente fosse o caso, não seríamos fluentes nem mesmo em nossa própria língua nativa.

Já outras pessoas acreditam que a palavra fluente está semanticamente incorreta porque não exprime devidamente a capacidade de comunicação em um idioma, e que, por isso, essa capacidade comunicativa tem mais a ver com a competência do que com a fluência.

Mesmo assim, ser competente em um idioma é algo muito relativo e depende do campo semântico ou sociocultural. Portanto, um piloto de avião poderia ser considerado competente em inglês de aviação ao passo que seria incompetente em inglês de engenharia civil. Alguém do Reino Unido seria competente em inglês britânico, e inversamente inepto em inglês americano por não estar familiarizado com as gírias, as expressões idiomáticas dos Estados Unidos ou inserido na cultura popular americana. Até que esse raciocínio faz algum sentido e é um pouco mais equilibrado. No entanto, no que diz respeito aos conceitos de linguagem e idioma, historicamente seu comportamento dificilmente permanece dentro dos limites em que os acadêmicos insistem em normatizá-los.

Eu, no entanto, a grosso modo, acredito que ser fluente num idioma signifique comunicar-se sem dificuldades, facilmente, ou como a própria palavra fluente sugere, a conversa "flui" naturalmente sem maiores percalços. É claro que, em algumas situações, alguns fatores irão interferir como o grau de ansiedade, de timidez, de autoconfiança (ou a falta dela). Outros fatores divergentes são o vocabulário, o campo semântico, além de questões socioculturais e regionais, como dialetos, sotaques, expressões idiomáticas, etc.

Portanto, a fluência ou a competência em inglês podem ser uma questão circunstancial. Sendo assim, a mesma pessoa poderia se mostrar fluente e competente em inglês numa determinada circunstância ou situação, mas em outra não.

De forma geral, eu acredito que quem fala inglês, quer seja um americano, um australiano, um inglês, um indiano, um nigeriano ou mesmo qualquer estrangeiro que aprende inglês, além de sua língua nativa, pode sim ser fluente ou competente em inglês. Agora, também acredito que um americano pode ter dificuldade em acompanhar uma conversa entre dois jovens amigos londrinos. Assim como é possível que um londrino mediano teria dificuldade em acompanhar uma conversa entre dois gângsteres americanos.

Quer consciente ou inconscientemente, nós naturalmente ajustamos automaticamente o nosso jeito de falar e até o nosso vocabulário quando estamos com pessoas desconhecidas ou em um ambiente formal, para uma configuração “padrão”. Ao passo que, quando estamos entre as pessoas mais achegadas como os nossos amigos ou os nossos familiares, ajustamos o nosso linguajar para o modo “home” e, aí meu filho, só entende mesmo quem é “lá de casa”. Seria como se tivéssemos um “dialeto” mais informal que nos identificasse como parte de um grupo específico, que apenas o nosso entourage ou a nossa "panelinha" pertencesse.

O dialeto que você vai ver logo abaixo, eu diria que pouquíssimas pessoas ou quase ninguém fora do meu círculo de pessoas mais achegadas como a minha família e os meus amigos mais próximos, conseguiriam entender. É uma mistura de brasileirismos, gíria local, regionalismos, expressões nordestinas e até palavras cunhadas por nós mesmos. Uma ou outra palavra talvez alguém até faça uma ideia, principalmente se a pessoa for nordestina, mas a grande maioria faz parte de um dialeto bem mais fechado e exclusivo. Metade das palavras abaixo aprendi em minha infância com o meu avô materno, o Sr. Alberto, já falecido, que saudade! E também com os seus filhos, uma família tipicamente baiana, incluindo a minha mãe, é claro.

O meu avô fazia o contrário do Cebolinha, personagem do Maurício de Sousa, ele trocava o "L" mudo entre sílabas, por "R". Então, algumas palavras como "almíscaro", "calça" e "fidalguia" por exemplo, ele pronunciava: "aRmisco", "caRça" e "fidaRguia". E no caso da palavra "almíscaro" havia ainda uma síncope (eliminação de fonemas no interior de uma palavra) ao ser removido as letras "a" e "r" seguintes a letra "c". Já em algumas outras palavras com "L" mudo entre sílabas, ele adicionava a letra “i”. Assim, dificuldade virava "dificuLidade", faculdade, "facuLidade", etc.

Aí vai um pouquinho do meu dialeto familiar: “acabrunhado”, envergonhado, humilhado; “alcoviteira”, mulher que serve de intermediário em relações amorosas; leva-e-traz; “almíscaro (variação de almíscar)” fedor, cheiro ruim, cheiro de peixe, de maresia; “alumiar”, dar lume, luz ou claridade suficiente a, iluminar, aluminar, acender; “aperreação”, aperreio, chateação, aperto, dificuldade; “arrastar a asa”, insinuar-se junto a alguém com intenções amorosas; “arrelia”, zanga, aborrecimento, irritação; “arrodear”, rodear, andar em roda de, percorrer em volta ou em giro, contornar; “atarantado (atarentado)”, aturdido, atrapalhado, estonteado; “atinar”, dar tino de, notar, compreender, atentar, reparar; “balaio”, um cesto ou saco de mantimento; “balangar”, balançar; “bilouro”, (corte de) cabelo; “biri”, lanche, petisco; “bocó”, bobo, infantil, leso; “bocada”, pessoa que alguém paquera, namoradinha, “boduim (variação de bodum), fedor exalado por pessoa ou por animal, catinga, inhaca; “bolinar”, procurar estabelecer contatos libidinosos com alguém, sobretudo em aglomeração de pessoas, em veículo, cinema, etc, sarrar; “bolostrô”, pessoa feia e fora de forma; “boião”, homem tão enorme quanto bobo, que só tem tamanho, leso; “bulir”, tocar, mexer, mover, movimentar, seduzir, deflorar (a moça); “cacunda, cupim”, as costas, lombo, dorso, corcunda; “cão”, o diabo; “cabeça-russa”, as cãs, apelido de quem tem o cabelo grisalho; “cabelo de lambu (pássaro)”, cabelo estilo tigelinha com franja, cabelo liso em forma de cuia; “as cadeiras, os quadris, os ossos da bacia; “cadeirudo”, pessoa com os quadris largos (homem ou mulher); “calça-frouxa”, apelido de bêbado, que deixa as calças cair; “canela seca (perna de saracura)”, pernas finas; “cara-lisa”, cara-de-pau; “carcomido”, abatido, velho, acabado; “carioca”, esperto, malandro; “cariocada”, engenhosidade, inventividade; “cariocar”, sair-se bem duma situação; “carreira”, correria, pressa, a ação de por alguém pra correr; “cegueira”, afeição extrema, exagerada, a alguém ou a alguma coisa, colundria, falta de bom-senso; “chita”, tecido ordinário, de algodão; “coco”, a cabeça; “colundria”, muita amizade ou camaradagem, entra e sai; “coxé(ba)”, coxo, manco, manquitola; “currulapo”, movimento brusco, pulo; “derrela”, comida requentada, choca, insípida ou com muito molho; “embarangar”, tornar-se feia ou baranga (mulher feia); “encafifado”, intrigado, cismado; “encarreado”, em fila, enfileirado, alinhado; “enfarado, enfastiado”, saciado, satisfeito, com fastio; “enfestado, lorde”, bem vestido, bem-arrumado, pronto para festa; “enroscar”, ficar em casa debaixo de cobertor ou bem agasalhado em dias frios, abraçado com alguém; “ensebado”, sujo; “entrar/cair na farinha de cachorro”, sobrar pra alguém; se comprometer, se enrolar; acabar envolvido no problema, confusão, briga, imbróglio, etc.; “entrevado”, aquele que não se pode mover; tolhido, paralítico; “escadeirado”, de pernas bambas, descadeirado, de quadris fracos (animal ou pessoa); “esganado”, morto-a-fome, avarento; “esganar”, estrangular, enforcar; “espaduado” com a espádua (omoplata) ou os músculos dela distendidos; “espinhaço”, as costas, a coluna vertebral; “estruir”, desperdiçar (especialmente comida); “farinha perdida”, traste, pessoa inútil, zé-ruela, leso; “fastio”, aversão a comida, falta de apetite, repugnância, aversão, tédio, aborrecimento; “fato”, intestinos de qualquer animal; “fidalguia”, frescura (principalmente pra comer); “galego”, indivíduo loiro; “gambiarra”, baranga, mulher feia; “gastura”, prurido, comichão, coceira, arrepio, aflição, irritação nervosa, sensação desagradável, etc; “geisa-sequinha”, apelido de mulher pequena e muito magra; “goto”, glote, a lingueta existente na laringe; “graça choca”, riso sem motivo, brincadeira ou piada sem graça; “ininhavar”, comer com gula feito um morto-a-fome, sem deixar restos; “jegue ou guede”, ludo, tipo de jogo em que as pedras se movimentam segundo o número de casas indicado pelos dados; “juízo”, mente, pensamento, bom-senso, cabeça, quengo; “latomia”, barulho, confusão, algazarra, arruaça; “lavagem”, comida ruim (comida de porco); “leseira”, preguiça, moleza, qualidade ou ação de indivíduo leso ou tolo; tolice; idiotice; “leso”, idiota, amalucado, lesado; “librinado”, neblinado, embaçado (visão, tempo), bêbado de visão turva; “mal amanhado”, maltrapilho, mal vestido, mal arrumado; “malinar”, fazer travessura; “malinagem”, travessura (de criança), “menino malino, criança malina”, criança travessa; “mané-rego”, glutão, morto-a-fome; “mangar”, caçoar, rir de alguém; “mangolô”, comida misturada em panela, risoto de baiano; “melindroso”, cheio de melindre, delicado, sensível, mimado; “mirrado”, magro, seco, pouco, mesquinho; “morrinha”, enfermidade ligeira, ou indisposição física, leseira, achaque; “morta-a-fome”, glutão, mané-rego, esganado, mão-de-vaca, pão-duro, amarrado, cainho; “mucama ou mucamba”, empregada, babá ;“muxiba, muxibento, mixo”, mirrado, que não faz jus à foto, que não anima, murcho, seio flácido; “na tanga”, em má situação financeira; na pindaíba; “nazarinar (variação de lazeirar, lazarar, influência de Lázaro, personagem bíblico)”, ter lazeira, estar morrendo de fome; “pachorra”, capricho, falta de pressa, lentidão, paciência; “panguão”, pessoa inútil, boião, farinha perdida; “par”, o osso par, omoplata, espádua, escápula; “passar o bigode”, fazer sexo; “peixeira”, facão; “pererinha”, pessoa idosa; “pinicar”, apertar um botão ou interruptor, beliscar; “piloura ou biloura”, síncope, desmaio, chilique, fricote, fanico, faniquito nervoso, loucura ou acesso de loucura; “poluchia”, um poema, um provérbio, um repente; “por no sentido”, inculcar ou por na cabeça uma responsabilidade; “prazezão”, esbanjador, pessoa pródiga e festeira; “precata (variação de alpargatas)”, chinelo, sandália; “príncipe ou príncipa (sic)”, filhinho(a) do papai ou da mamãe, mimado; “pitoco”, mendigo; “quartos”, ancas, cadeiras, quadris; “quede”, sapato, tênis; “quengo”, cabeça, inteligência; “reclame”, a ‘mistura’ da comida, o ‘recheio’ da bolacha, etc.; “remedar”, arremedar, imitar alguém de zombaria, para caçoar; “revestrés”, de revés, de lado; “rolô”, gordo; “sestro”, vício, hábito, mania, balda, cacoete; “siligristido”, metido a besta, saliente, espevitado, assanhado, saído; “soverter”, desaparecer, sumir-se; levar fim; “tochar”, encher, lotar, comer, não sair de um lugar; “tochito”, qualquer bebida não alcoólica geralmente para criança; “trama”, negócio, contrato, barganha, conluio, conspiração, procedimento ardiloso, velhacaria; “tramar ou fazer trama”, fazer negócio, ganhar dinheiro, fazer conluio; “tramoso”, aquele que faz muita trama, empreendedor, velhaco; treita”, treta, ardil (plano ardiloso), estratagema; “tubo”, Coca-Cola, refrigerante, água com gás; “usura”, ganância; “xixo”, do churrasco gaúcho, espeto de carnes variadas e por aí vai...

Mas enfim, saudosismos à parte, vamos voltar ao inglês. Como é que você sabe que já está fluente em inglês? Aí vão alguns indícios ou sinais que podem te ajudar a saber se você está se tornando fluente em inglês:

  • Conseguir entender uma piada sem dificuldade ou ajuda.

    Quando se é novato em inglês, ou mesmo em outro idioma, geralmente a pessoa demora em cair a ficha, ou perde o “time” da “punch line”, a última e mais engraçada frase que explica a piada.

  • As pessoas não conseguem saber sua origem.

    Quando alguém nativo em inglês não consegue facilmente identificar o seu sotaque ou adivinhar de onde você é, pode ser um bom sinal. Talvez seja porque você fala melhor do que outras pessoas que são facilmente identificadas a um grupo específico de pessoas de um lugar que tem aquele tipo de sotaque.

  • Não ligar tanto quanto antes para as oportunidades de praticar o inglês.

    Quem está começando em inglês fica ansioso por uma oportunidade de praticar o idioma, o que é muito bom. Porém, esse anseio tende a diminuir naturalmente ao passo que você melhora a sua pronúncia e compreensão.

  • Conseguir se corrigir assim que comete uma gafe.

    Você fica tão familiarizado com a forma natural de se expressar em inglês que percebe de imediato quando você mesmo acabou de falar algo que soa estranho e então se corrige.

  • Conseguir acompanhar conversas próximas a você.

    Às vezes, perto de outras pessoas em lugares públicos como em uma fila, restaurante, etc., você consegue saber, sem muito esforço, sobre o que elas estão conversando em inglês.

  • Lembrar com facilidade títulos de livros, filmes e música.

    Acontece muitas vezes, em vez de você lembrar antes o título de um livro ou um filme em português, você lembra primeiro em inglês. Também, com cada vez mais facilidade lembra títulos de canções, nome de artistas, etc.,  tudo em inglês.

  • Saber identificar facilmente o sotaque de outras pessoas.

    Existem vários sotaques em inglês, mesmo dentro de um mesmo país, assim como acontece no Brasil. Então, quando você adivinha corretamente de onde a pessoa é, isso é muito bom sinal também.

  • Não ficar mais tão aflito quando tiver um compromisso em inglês.

    Quando você tem que interagir com outras pessoas em inglês, quer por servir de intérprete quer numa reunião ou conversa telefônica e não morre de ansiedade, isso significa que você está bem preparado ou mais confiante com o seu inglês.

  • Não ficar mais tão eufórico quando alguém te diz que você fala bem inglês.

    Isso significa que você está tão consciente do seu nível de inglês que consegue perceber se é mesmo um elogio autêntico ou se na verdade a pessoa está apenas sendo cordial e complacente contigo.

  • Não lembrar mais em qual idioma leu alguma notícia ou história.

    Seu cérebro processa tão automaticamente a informação em ambas as línguas que você nem percebe mais se a fonte dessa notícia ou história estava originalmente em português ou em inglês.

[noex]