O que é preciso para aprender um novo idioma?

Para aprender um novo idioma é preciso ir além do ensino formal e institucionalizado da língua. Humildade, paciência, persistência e constância. Seja como um criança. Aprenda o básico e um passo de cada vez.

O que é preciso para aprender um novo idioma?

Para aprender um novo idioma é preciso ir além do ensino formal e institucionalizado da língua. Alguns outros fatores precisam ser levados em consideração. E um dos principais fatores é que você terá que se abrir e se dispor a aprender sobre uma cultura diferente, pois a cultura de um povo se reflete em sua língua. E isso é tão essencial quanto aprender o vocabulário ou a gramática desse novo idioma.

Por exemplo, você pode aumentar seu conhecimento sobre a cultura das pessoas que falam a língua que você quer aprender? Descubra em quais países essa língua é falada. Quais são as características e os costumes mais marcantes das pessoas desses países como etnia, culinária, arte, música, esporte, política, economia ou religião? Que tipo de atividades as pessoas falantes desse idioma mais se envolvem? Quais as principais instituições de ensino ou os livros mais relevantes nessa língua? Como é a região onde vivem, como a fauna, a flora e o clima predominante? Quais os principais feriados e comemorações desses lugares? Quem são as pessoas mais famosas ou influentes falantes dessa língua, tal como escritores, cantores, atores, políticos ou outras celebridades? Quais são as obras-primas e as principais contribuições dessa cultura à humanidade?

"Ai meu Deus! Além de tudo que envolve aprender um novo idioma, o que já acho suficientemente difícil, ainda tenho que aprender tudo sobre uma cultura estrangeira? Isso é realmente necessário?" Claro que não!  Você não precisa ser necessariamente um autêntico xenófilo para aprender um novo idioma, muitas vezes você nem sabe tudo sobre a cultura do seu próprio país. Independentemente, porém do seu grau de patriotismo ou xenofilia, a verdade é que, não há como aprender uma coisa sem aprender a outra porque a língua está intrinsecamente ligada à cultura de quem a usa. Além do mais, a cultura de um país influencia substancialmente o modo de pensar e consequentemente de se comunicar de seus cidadãos.

Por isso, quanto mais conhecimento você absorver sobre a cultura de um povo, mais fácil será aprender e entender o seu idioma também. E, assim o seu cérebro criará mais facilmente conexões entre os neurônios, através das sinapses, que na verdade são, a grosso modo, as conexões ou as pontes que ligam uma informação à outra, o que por fim, ajudará tudo a fazer mais sentido em sua cabeça. Em outras palavras, você vai conseguir mais rápido e facilmente ligar o ponto A ao ponto B, sem ficar “boiando”. Você terá uma visão mais ampla e completa do quadro geral. É claro que isso só será possível se existirem informações disponíveis a serem conectadas.

Além disso, a cultura assimilada vai servir de base, de contexto ou de pano de fundo para que o aprendizado do idioma se torne o mais rico e interessante possível. Imagine como seria sem graça assistir a um filme sem trilha sonora, fotografia ou figurino, não é mesmo?

Por mais que tenhamos pressa, não é humanamente possível assimilar uma cultura e seu idioma de uma só vez. Afinal, você não é uma máquina. Numa rodovia há vários carros, mas nem todos estão na mesma pista e velocidade, apesar de estarem indo no mesmo sentido. O que quero dizer é que cada pessoa tem o seu próprio ritmo, então evite comparações com os outros alunos para não desanimar. As pessoas não são iguais, tem recursos, circunstâncias e capacidades diferentes umas e das outras, o que faz com que alguns indivíduos aprendam mais devagar do que outros. Portanto, comece devagar, acelere um pouquinho e depois diminua. Faça isso quantas vezes achar necessário, no intuito de encontrar o ritmo mais adequado à sua própria situação. Não seja negligente ou preguiçoso demais, porém não tente ser mais apressado do que todos os outros, como se isso fosse uma competição. Isso poderia se tornar muito ruim e frustrante. Não seja radical, ao contrário, seja equilibrado e tenha bom senso, sem forçar a barra.

Crie o hábito de ler mais, e na medida do possível, tente conversar sobre esses assuntos com os amigos e os familiares e com as pessoas mais educadas e cultas, como professores e outras pessoas mais experientes e viajadas do que você, das quais pode absorver alguma informação. Seja observador, pergunte, discuta e principalmente seja um bom ouvinte. Não tenha vergonha de fazer perguntas básicas, mas fundamentais para conseguir lançar um bom alicerce para um conhecimento sólido e confiável. Leia, releia, e pergunte outra vez até entender antes de avançar para o próximo passo.

Seja como uma criança: Perca a vergonha de falar e perguntar.

De todos os conselhos que eu posso dar, esse é, de longe, o melhor que tenho a oferecer: VOLTE A SER UMA CRIANÇA. Para uma criança tudo é interessante, ela quer saber tudo, como uma esponjinha curiosa, parece que só sabe perguntar: "Porquê...?". Ela é uma folha em branco. Para uma criança tudo é novidade, tem entusiasmo e energia perenes, acorda e dorme brincando. Mas olha só a técnica dela: ouve, observa e repete, imitando os adultos na fala e também nos gestos. Muitas vezes, não consegue pronunciar perfeitamente cada palavra, mas isso não a impede de continuar a falar, mesmo que seja corrigida repetidamente. Ela não é orgulhosa, não se acha mais inteligente do que os outros, não tem medo de pagar mico, aliás nem sabe o que é isso. Ao contrário dum adulto, a criança é genuinamente humilde e faz perguntas simples e bobas sem receio do que os outros vão pensar dela. É cândida, não tem malícia e fala com o coração nas mãos e por isso mesmo progride muito mais rápido do que qualquer adulto.

Uma criança lê histórias da carochinha e não Hamlet. Uma criança aprende primeiro a falar mamãe, papai, e a pedir água e comida antes de saber conjugar um verbo ou discutir filosofia. Ela bebe muito leite antes de começar a comer alimento sólido, afinal precisa esperar os dentes crescerem e mais tarde troca os dentes de leite. Portanto, aprenda primeiro a engatinhar antes de querer correr. Faça o que uma criança faz, aprenda gradativamente. Não há atalhos. Não existe uma pílula que te dê a capacidade de falar um idioma da noite para o dia, como aconteceu em Jerusalém, no ano de 33 E.C. (era comum), nos dias dos Apóstolos de Jesus Cristo, com o derramamento do Espírito Santo. Afinal de contas, os milagres cessaram desde a morte do último Apóstolo João, na ilha grega de Patmos.

Na vida real é preciso ter muita humildade, paciência, persistência, constância, observação e repetição. Portanto, ouça canções, assista a filmes e séries e pratique também o idioma com outras pessoas sempre que surgir uma oportunidade, não se acanhe. E, lembre-se, quanto mais você pratica uma atividade, mais fácil ela se torna porque a repetição é a mãe da retenção.

A humildade é necessária para que você consiga lidar bem com a correção. Deixe as pessoas te corrigirem. Aliás, peça que elas façam isso. Uma vez eu caminhava numa calçada, acompanhado de uma americana enquanto o sol estava a pino. Estávamos conversando em inglês e eu sugeri que atravessássemos a rua para a calçada do outro lado onde havia sombra. No entanto, em vez de usar a palavra “shade” para sombra, usei a palavra “shadow” que também significa sombra, porém menos apropriada para o contexto em questão. Na mesma hora, ela me interrompeu e me corrigiu. Depois disso, nunca mais me esqueci da lição, “shadow” é sim sombra, pode ser um vulto, uma pessoa que está na sua cola ou a sua própria sombra. Por outro lado, "shade” traz o sentido de proteção, esconderijo. E essa diferença sutil só pude aprender porque não tive vergonha de querer conversar com ela em seu próprio idioma e também porque ela não hesitou em me corrigir. Meses mais tarde, em outra ocasião, ela quis saber como eu tinha aprendido tão bem o inglês porque gostaria de deixar um legado para os familiares dela, que moravam no Brasil, que também soubessem o inglês tão bem assim. Claro que fiquei lisonjeado pelo elogio, ainda mais vindo de uma falante nativa do inglês.

Não desanime apesar dos erros, mas aprenda com eles

Moral da história: aprenda dos seus erros e aprimore-se. O que é melhor errar mas, saber dar a volta por cima ou nunca ter aprendido a andar por medo de cair? Quando alguém tropeça e cai na rua o que ela faz? Fica ali estatelada no chão ou se levanta o mais rapidamente possível, sacode a poeira e vai embora andando novamente, porém mais alerta agora com os percalços da rua? Portanto, não desista, se fosse assim tão fácil aprender um novo idioma, todo mundo seria poliglota. Que mérito haveria em falar outro idioma? Você certamente levará muitos tombos durante a sua jornada, porém cada vez menos, como acontece com alguém que está aprendendo a andar de bicicleta e caí, porém, não desiste e por fim acaba aprendendo. Como andar de bicicleta ou dirigir um automóvel, também acontece o mesmo ao falar um outro idioma. Em princípio é bem difícil mesmo, você se sente totalmente fora da sua zona de conforto, como um peixe fora d’água, mas com o tempo e a prática o seu cérebro acaba ligando o automático.

Seja paciente, constante e equilibrado para encontrar o seu próprio seu ritmo.

Você certamente cometerá muitos erros ao aprender um novo idioma, alguns até absurdos, mas bola pra frente, não se leve tão à sério assim. Use a oportunidade para rir de si mesmo ou levar na esportiva. Como visto, os erros são marcos mais difíceis de esquecer e, por isso, resultam em lições importantes sendo aprendidas ou pelo menos rendem boas histórias a serem contadas.

Outra coisa muito importante, não existe "eu já sei tudo, não preciso aprender mais nada". O aprendizado de uma língua não expira, ou melhor, somos eternos aprendizes. Se Luiz Camões voltasse dos mortos precisaria voltar também para a escola porque o português de hoje evoluiu através dos séculos e provavelmente ele não o reconheceria mais como sendo a sua língua.

É impossível saber tudo a respeito dum idioma porque a língua é rica, viva e está em constante transformação e, neste mundo globalizado, isso não é exclusividade da língua portuguesa. E o que podemos fazer é nos esforçar para acompanhar, seja o português ou qualquer outra língua moderna, como o inglês.

Espero sinceramente que as minhas sugestões, comentários e experiência compartilhados neste artigo sobre o aprendizado de um novo idioma se mostrem úteis ao tentar encorajá-lo a começar ou a prosseguir  em seus esforços de aprender um novo idioma. Se você gostou dessa postagem, por favor, curta o artigo por dar um “like” ou o compartilhe em sua rede social com os amigos e os seus seguidores. Assim, você também poderá me incentivar a continuar escrevendo e a compartilhar novos artigos sobre o tema.

Inclusive, aproveito o ensejo para dizer que através do site (http://www.dicasingles.com.br) tento ajudar as pessoas interessadas nesse processo desafiador, porém muito recompensador de aprender um novo idioma por trazer à tona as principais expressões idiomáticas e informais do idioma inglês com exemplos práticos, com a tradução para o português e com a pronúncia em áudio no inglês. Aproveite cada artigo publicado diariamente, se o inglês for a língua alvo que você pretende aprender ou aprimorar, e sinta-se à vontade para deixar o seu comentário.

Recapitule os pontos principais do artigo: "O que é preciso para aprender um novo idioma?"

  1. Aprenda o quanto puder sobre a cultura de quem fala o idioma alvo.
  2. Leia mais e converse com outros sobre o idioma e a cultura correspondente.
  3. Seja como uma criança: Perca a vergonha de falar e perguntar.
  4. Seja humilhe, aceite e até peça por correção.
  5. Comece pelo básico antes avançar para o próximo passo.
  6. Não desanime apesar dos erros, mas aprenda com eles.
  7. Seja paciente, constante e equilibrado para encontrar o seu próprio seu ritmo.
  8. Pratique - a repetição é a mãe da retenção.
  9. Não desista, seja persistente - vai ficar cada vez mais fácil.
  10. Evite comparações e seja diligente.
  11. Não se acomode, seja um eterno aprendiz.

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