Quais são os sinais de que você é fluente em inglês?

Como é que você sabe que já está fluente em inglês? Aí vão alguns indícios ou sinais que podem te ajudar a saber se você está se tornando fluente em inglês: É sempre complicado entrar no mérito do que
Quais são os sinais de que você é fluente em inglês?
 

Quais são os sinais de que você é fluente em inglês?

É sempre complicado entrar no mérito do que venha a ser fluência em um idioma, porque não há unanimidade sobre isso e, às vezes, cada pessoa tem o seu próprio ponto de vista sobre o que significa ser fluente. Há quem ache que ser fluente é saber o significado de todas as palavras do dicionário ou conseguir comunicar-se perfeitamente 100% por cento das vezes sem cometer nenhuma gafe. Mas esse é um conceito equivocado e extremo. Acontece que se esse realmente fosse o caso, não seríamos fluentes nem mesmo em nossa própria língua nativa.

Já outras pessoas acreditam que a palavra fluente está semanticamente incorreta porque não exprime devidamente a capacidade de comunicação em um idioma, e que, por isso, essa capacidade comunicativa tem mais a ver com a competência do que com a fluência.

Mesmo assim, ser competente em um idioma é algo muito relativo e depende do campo semântico ou sociocultural. Portanto, um piloto de avião poderia ser considerado competente em inglês de aviação ao passo que seria incompetente em inglês de engenharia civil. Alguém do Reino Unido seria competente em inglês britânico, e inversamente inepto em inglês americano por não estar familiarizado com as gírias, as expressões idiomáticas dos Estados Unidos ou inserido na cultura popular americana. Até que esse raciocínio faz algum sentido e é um pouco mais equilibrado. No entanto, no que diz respeito aos conceitos de linguagem e idioma, historicamente seu comportamento dificilmente permanece dentro dos limites em que os acadêmicos insistem em normatizá-los.

Eu, no entanto, a grosso modo, acredito que ser fluente num idioma signifique comunicar-se sem dificuldades, facilmente, ou como a própria palavra fluente sugere, a conversa "flui" naturalmente sem maiores percalços. É claro que, em algumas situações, alguns fatores irão interferir como o grau de ansiedade, de timidez, de autoconfiança (ou a falta dela). Outros fatores divergentes são o vocabulário, o campo semântico, além de questões socioculturais e regionais, como dialetos, sotaques, expressões idiomáticas, etc.

Portanto, a fluência ou a competência em inglês podem ser uma questão circunstancial. Sendo assim, a mesma pessoa poderia se mostrar fluente e competente em inglês numa determinada circunstância ou situação, mas em outra não.

De forma geral, eu acredito que quem fala inglês, quer seja um americano, um australiano, um inglês, um indiano, um nigeriano ou mesmo qualquer estrangeiro que aprende inglês, além de sua língua nativa, pode sim ser fluente ou competente em inglês. Agora, também acredito que um americano pode ter dificuldade em acompanhar uma conversa entre dois jovens amigos londrinos. Assim como é possível que um londrino mediano teria dificuldade em acompanhar uma conversa entre dois gângsteres americanos.

Quer consciente ou inconscientemente, nós naturalmente ajustamos automaticamente o nosso jeito de falar e até o nosso vocabulário quando estamos com pessoas desconhecidas ou em um ambiente formal, para uma configuração “padrão”. Ao passo que, quando estamos entre as pessoas mais achegadas como os nossos amigos ou os nossos familiares, ajustamos o nosso linguajar para o modo “home” e, aí meu filho, só entende mesmo quem é “lá de casa”. Seria como se tivéssemos um “dialeto” mais informal que nos identificasse como parte de um grupo específico, que apenas o nosso entourage ou a nossa "panelinha" pertencesse.

O dialeto que você vai ver logo abaixo, eu diria que pouquíssimas pessoas ou quase ninguém fora do meu círculo de pessoas mais achegadas como a minha família e os meus amigos mais próximos, conseguiriam entender. É uma mistura de brasileirismos, gíria local, regionalismos, expressões nordestinas e até palavras cunhadas por nós mesmos. Uma ou outra palavra talvez alguém até faça uma ideia, principalmente se a pessoa for nordestina, mas a grande maioria faz parte de um dialeto bem mais fechado e exclusivo. Metade das palavras abaixo aprendi em minha infância com o meu avô materno, o Sr. Alberto, já falecido, que saudade! E também com os seus filhos, uma família tipicamente baiana, incluindo a minha mãe, é claro.

O meu avô fazia o contrário do Cebolinha, personagem do Maurício de Sousa, ele trocava o "L" mudo entre sílabas, por "R". Então, algumas palavras como "almíscaro", "calça" e "fidalguia" por exemplo, ele pronunciava: "aRmisco", "caRça" e "fidaRguia". E no caso da palavra "almíscaro" havia ainda uma síncope (eliminação de fonemas no interior de uma palavra) ao ser removido as letras "a" e "r" seguintes a letra "c". Já em algumas outras palavras com "L" mudo entre sílabas, ele adicionava a letra “i”. Assim, dificuldade virava "dificuLidade", faculdade, "facuLidade", etc.

Aí vai um pouquinho do meu dialeto familiar: “acabrunhado”, envergonhado, humilhado; “alcoviteira”, mulher que serve de intermediário em relações amorosas; leva-e-traz; “almíscaro (variação de almíscar)” fedor, cheiro ruim, cheiro de peixe, de maresia; “alumiar”, dar lume, luz ou claridade suficiente a, iluminar, aluminar, acender; “aperreação”, aperreio, chateação, aperto, dificuldade; “arrastar a asa”, insinuar-se junto a alguém com intenções amorosas; “arrelia”, zanga, aborrecimento, irritação; “arrodear”, rodear, andar em roda de, percorrer em volta ou em giro, contornar; “atarantado (atarentado)”, aturdido, atrapalhado, estonteado; “atinar”, dar tino de, notar, compreender, atentar, reparar; “balaio”, um cesto ou saco de mantimento; “balangar”, balançar; “bilouro”, (corte de) cabelo; “biri”, lanche, petisco; “bocó”, bobo, infantil, leso; “bocada”, pessoa que alguém paquera, namoradinha, “boduim (variação de bodum), fedor exalado por pessoa ou por animal, catinga, inhaca; “bolinar”, procurar estabelecer contatos libidinosos com alguém, sobretudo em aglomeração de pessoas, em veículo, cinema, etc, sarrar; “bolostrô”, pessoa feia e fora de forma; “boião”, homem tão enorme quanto bobo, que só tem tamanho, leso; “bulir”, tocar, mexer, mover, movimentar, seduzir, deflorar (a moça); “cacunda, cupim”, as costas, lombo, dorso, corcunda; “cão”, o diabo; “cabeça-russa”, as cãs, apelido de quem tem o cabelo grisalho; “cabelo de lambu (pássaro)”, cabelo estilo tigelinha com franja, cabelo liso em forma de cuia; “as cadeiras, os quadris, os ossos da bacia; “cadeirudo”, pessoa com os quadris largos (homem ou mulher); “calça-frouxa”, apelido de bêbado, que deixa as calças cair; “canela seca (perna de saracura)”, pernas finas; “cara-lisa”, cara-de-pau; “carcomido”, abatido, velho, acabado; “carioca”, esperto, malandro; “cariocada”, engenhosidade, inventividade; “cariocar”, sair-se bem duma situação; “carreira”, correria, pressa, a ação de por alguém pra correr; “cegueira”, afeição extrema, exagerada, a alguém ou a alguma coisa, colundria, falta de bom-senso; “chita”, tecido ordinário, de algodão; “coco”, a cabeça; “colundria”, muita amizade ou camaradagem, entra e sai; “coxé(ba)”, coxo, manco, manquitola; “currulapo”, movimento brusco, pulo; “derrela”, comida requentada, choca, insípida ou com muito molho; “embarangar”, tornar-se feia ou baranga (mulher feia); “encafifado”, intrigado, cismado; “encarreado”, em fila, enfileirado, alinhado; “enfarado, enfastiado”, saciado, satisfeito, com fastio; “enfestado, lorde”, bem vestido, bem-arrumado, pronto para festa; “enroscar”, ficar em casa debaixo de cobertor ou bem agasalhado em dias frios, abraçado com alguém; “ensebado”, sujo; “entrar/cair na farinha de cachorro”, sobrar pra alguém; se comprometer, se enrolar; acabar envolvido no problema, confusão, briga, imbróglio, etc.; “entrevado”, aquele que não se pode mover; tolhido, paralítico; “escadeirado”, de pernas bambas, descadeirado, de quadris fracos (animal ou pessoa); “esganado”, morto-a-fome, avarento; “esganar”, estrangular, enforcar; “espaduado” com a espádua (omoplata) ou os músculos dela distendidos; “espinhaço”, as costas, a coluna vertebral; “estruir”, desperdiçar (especialmente comida); “farinha perdida”, traste, pessoa inútil, zé-ruela, leso; “fastio”, aversão a comida, falta de apetite, repugnância, aversão, tédio, aborrecimento; “fato”, intestinos de qualquer animal; “fidalguia”, frescura (principalmente pra comer); “galego”, indivíduo loiro; “gambiarra”, baranga, mulher feia; “gastura”, prurido, comichão, coceira, arrepio, aflição, irritação nervosa, sensação desagradável, etc; “geisa-sequinha”, apelido de mulher pequena e muito magra; “goto”, glote, a lingueta existente na laringe; “graça choca”, riso sem motivo, brincadeira ou piada sem graça; “ininhavar”, comer com gula feito um morto-a-fome, sem deixar restos; “jegue ou guede”, ludo, tipo de jogo em que as pedras se movimentam segundo o número de casas indicado pelos dados; “juízo”, mente, pensamento, bom-senso, cabeça, quengo; “latomia”, barulho, confusão, algazarra, arruaça; “lavagem”, comida ruim (comida de porco); “leseira”, preguiça, moleza, qualidade ou ação de indivíduo leso ou tolo; tolice; idiotice; “leso”, idiota, amalucado, lesado; “librinado”, neblinado, embaçado (visão, tempo), bêbado de visão turva; “mal amanhado”, maltrapilho, mal vestido, mal arrumado; “malinar”, fazer travessura; “malinagem”, travessura (de criança), “menino malino, criança malina”, criança travessa; “mané-rego”, glutão, morto-a-fome; “mangar”, caçoar, rir de alguém; “mangolô”, comida misturada em panela, risoto de baiano; “melindroso”, cheio de melindre, delicado, sensível, mimado; “mirrado”, magro, seco, pouco, mesquinho; “morrinha”, enfermidade ligeira, ou indisposição física, leseira, achaque; “morta-a-fome”, glutão, mané-rego, esganado, mão-de-vaca, pão-duro, amarrado, cainho; “mucama ou mucamba”, empregada, babá ;“muxiba, muxibento, mixo”, mirrado, que não faz jus à foto, que não anima, murcho, seio flácido; “na tanga”, em má situação financeira; na pindaíba; “nazarinar (variação de lazeirar, lazarar, influência de Lázaro, personagem bíblico)”, ter lazeira, estar morrendo de fome; “pachorra”, capricho, falta de pressa, lentidão, paciência; “panguão”, pessoa inútil, boião, farinha perdida; “par”, o osso par, omoplata, espádua, escápula; “passar o bigode”, fazer sexo; “peixeira”, facão; “pererinha”, pessoa idosa; “pinicar”, apertar um botão ou interruptor, beliscar; “piloura ou biloura”, síncope, desmaio, chilique, fricote, fanico, faniquito nervoso, loucura ou acesso de loucura; “poluchia”, um poema, um provérbio, um repente; “por no sentido”, inculcar ou por na cabeça uma responsabilidade; “prazezão”, esbanjador, pessoa pródiga e festeira; “precata (variação de alpargatas)”, chinelo, sandália; “príncipe ou príncipa (sic)”, filhinho(a) do papai ou da mamãe, mimado; “pitoco”, mendigo; “quartos”, ancas, cadeiras, quadris; “quede”, sapato, tênis; “quengo”, cabeça, inteligência; “reclame”, a ‘mistura’ da comida, o ‘recheio’ da bolacha, etc.; “remedar”, arremedar, imitar alguém de zombaria, para caçoar; “revestrés”, de revés, de lado; “rolô”, gordo; “sestro”, vício, hábito, mania, balda, cacoete; “siligristido”, metido a besta, saliente, espevitado, assanhado, saído; “soverter”, desaparecer, sumir-se; levar fim; “tochar”, encher, lotar, comer, não sair de um lugar; “tochito”, qualquer bebida não alcoólica geralmente para criança; “trama”, negócio, contrato, barganha, conluio, conspiração, procedimento ardiloso, velhacaria; “tramar ou fazer trama”, fazer negócio, ganhar dinheiro, fazer conluio; “tramoso”, aquele que faz muita trama, empreendedor, velhaco; treita”, treta, ardil (plano ardiloso), estratagema; “tubo”, Coca-Cola, refrigerante, água com gás; “usura”, ganância; “xixo”, do churrasco gaúcho, espeto de carnes variadas e por aí vai...

Mas enfim, saudosismos à parte, vamos voltar ao inglês. Como é que você sabe que já está fluente em inglês? Aí vão alguns indícios ou sinais que podem te ajudar a saber se você está se tornando fluente em inglês:

  • Conseguir entender uma piada sem dificuldade ou ajuda.

    Quando se é novato em inglês, ou mesmo em outro idioma, geralmente a pessoa demora em cair a ficha, ou perde o “time” da “punch line”, a última e mais engraçada frase que explica a piada.

  • As pessoas não conseguem saber sua origem.

    Quando alguém nativo em inglês não consegue facilmente identificar o seu sotaque ou adivinhar de onde você é, pode ser um bom sinal. Talvez seja porque você fala melhor do que outras pessoas que são facilmente identificadas a um grupo específico de pessoas de um lugar que tem aquele tipo de sotaque.

  • Não ligar tanto quanto antes para as oportunidades de praticar o inglês.

    Quem está começando em inglês fica ansioso por uma oportunidade de praticar o idioma, o que é muito bom. Porém, esse anseio tende a diminuir naturalmente ao passo que você melhora a sua pronúncia e compreensão.

  • Conseguir se corrigir assim que comete uma gafe.

    Você fica tão familiarizado com a forma natural de se expressar em inglês que percebe de imediato quando você mesmo acabou de falar algo que soa estranho e então se corrige.

  • Conseguir acompanhar conversas próximas a você.

    Às vezes, perto de outras pessoas em lugares públicos como em uma fila, restaurante, etc., você consegue saber, sem muito esforço, sobre o que elas estão conversando em inglês.

  • Lembrar com facilidade títulos de livros, filmes e música.

    Acontece muitas vezes, em vez de você lembrar antes o título de um livro ou um filme em português, você lembra primeiro em inglês. Também, com cada vez mais facilidade lembra títulos de canções, nome de artistas, etc.,  tudo em inglês.

  • Saber identificar facilmente o sotaque de outras pessoas.

    Existem vários sotaques em inglês, mesmo dentro de um mesmo país, assim como acontece no Brasil. Então, quando você adivinha corretamente de onde a pessoa é, isso é muito bom sinal também.

  • Não ficar mais tão aflito quando tiver um compromisso em inglês.

    Quando você tem que interagir com outras pessoas em inglês, quer por servir de intérprete quer numa reunião ou conversa telefônica e não morre de ansiedade, isso significa que você está bem preparado ou mais confiante com o seu inglês.

  • Não ficar mais tão eufórico quando alguém te diz que você fala bem inglês.

    Isso significa que você está tão consciente do seu nível de inglês que consegue perceber se é mesmo um elogio autêntico ou se na verdade a pessoa está apenas sendo cordial e complacente contigo.

  • Não lembrar mais em qual idioma leu alguma notícia ou história.

    Seu cérebro processa tão automaticamente a informação em ambas as línguas que você nem percebe mais se a fonte dessa notícia ou história estava originalmente em português ou em inglês.

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